Kolo é o nome de uma dança de roda — e uma aldeia dança inteira. Ao lado das terapias vivem os ofícios: marcenaria e hortas, fotografia e traduções, mudanças e reparações. À porta ninguém pergunta o que és — pergunta-se o que trazes. O piloto arranca em Lisboa, em outubro.
A mesma app, o mesmo mapa, as mesmas regras. Quatro ecrãs:
Cuidado e Ofício, lado a ladoA Leonor compõe o kolo dela com «Ofício» seleccionado — cerâmica e azulejo acesos, dentro de Mãos e oficina. O interruptor troca de registo; o anel fica no mesmo círculo de quem cura.
A aldeia inteira no mapaA Margarida procura «costura» e encontra a Conceição acesa em Campo de Ourique, ao lado de quem cuida — é assim que qualquer pessoa vê a Kolo antes de ter conta. Os ofícios têm as suas seis famílias — Mãos e oficina · Terra e mesa · Tomar conta · Mudanças e transporte · Imagem, palavra e música · Digital e contas.
Uma página pública, igual para todoskolo.pt/leonor: vinte anos de barro, a fotografia inteira a preto e branco, o QR para o balcão ou a banca da feira. Publicas quando quiseres, despublicas num gesto.
O ofício também procuraA Leonor procura massagem para as costas curvadas sobre a roda, e fotografia para as peças que faz. É a face de quem pede — o ofício a puxar cuidado e ofício, a trocar em vez de comprar.
Conversa com consentimento, encontro marcado, avaliação dos dois lados. E cruza-se com o cuidado a toda a hora:
Ajuda com o site a troco de movimento somático — cada uma paga na moeda que tem.
Uma estante à medida, costas em paz. A troca mais antiga do mundo — agora com registo, consentimento e avaliação.
O faz-tudo tem o mesmo Anjo da Guarda que a massagista: alguém que sabe onde estás, até dizeres que está tudo bem.
Aos ofícios não pedimos conselho nem diploma. O que abre a publicação de um ofício é o aval de um membro que conhece o teu trabalho — e o resto são as mesmas leis de toda a gente:
Não há «perfis de terapeuta» nem «perfis de artesão» — há pessoas, e o que cada uma traz. Está imposto no código.
O mapa responde à procura, nunca a quem paga. Sem destaques à venda, sem lugares comprados.
A troca é vossa, o preço é vosso, o dinheiro nunca passa por nós.
Sete publicações por semana nos círculos, o mais recente primeiro. O resto é silêncio.
Uma honestidade: o Compasso e a constelação — os instrumentos de procura fina — servem por agora o cuidado. Os ofícios encontram-se no Atlas, nas páginas e nos círculos; a simetria completa vem com o tempo, não com promessas.
A quota é a mesma para quem cura e para quem faz — e só começa depois de a Kolo te ter valido três trocas confirmadas. Não há comissões nem extras. Durante o piloto, nada se cobra a ninguém.
O piloto de outubro nasce em Lisboa, Sintra e Almada com trinta pessoas — e os ofícios fazem parte da roda desde o primeiro dia. Se fazes com as mãos e queres estar no mapa, escreve-nos.